Nos últimos dias venho recebendo várias mensagens de seguidores da nossa região e de cidades circunvizinhas perguntando sobre a realização do São João de Uauá.
Sim, vai ter São João em Uauá.
Mas antes precisamos diferenciar o que é São João e o que é festa junina.
O São João de Uauá nasceu como um movimento de cultura popular criado pelos fundadores da nossa primeira banda de pífanos: Vicente Barbosa, Dionísio de Benícia (Dionizão), Quintino (Jonas Cabaça) e Tem-Tem, pai de Liocó. Antes mesmo da existência da Paróquia São João Batista, esses artistas percorriam a Rua de Cima e a Rua de Baixo, saindo da antiga Igrejinha Senhor do Bonfim — então padroeiro de Uauá — tocando durante vários dias as músicas que até hoje embalam as nossas alvoradas, passeatas e entregas de ramos.
A partir de 1923, a Igreja instituiu São João Batista como padroeiro da Terra dos Vagalumes.
Com o passar do tempo, o movimento ganhou força com o crescimento da população. Outras ruas passaram a integrar o circuito das passeatas, alvoradas e entregas de ramos, surgindo noites tradicionais como a Noite das Viúvas, Noite dos Pobres, Noite dos Motoristas e Noite dos Funcionários Públicos. Naquela época, todas as despesas da festa eram custeadas por comerciantes, doações populares e pela Igreja Católica.
Foi a partir do primeiro mandato de Olímpio Cardoso Filho que a festa passou a contar também com shows patrocinados pelo poder público, realizados na Praça São João Batista, ao lado da igreja. Desde então, o São João passou a ter duas dimensões: a festa tradicional ligada à cultura popular e à Igreja Católica, e a festa dançante promovida pela Prefeitura Municipal, com grandes shows no palco principal.
Grande parte da população mais jovem, por não conhecer essa história, acredita que o São João se resume à festa da prefeitura. Mas o verdadeiro São João são os movimentos populares tradicionais que acontecem ininterruptamente nas madrugadas, ao meio-dia e nas noites de entrega de ramos durante o novenário do padroeiro.
O São João tradicional é muito maior do que os shows patrocinados pelo poder público.
E quando falo dessa diferença, podemos fazer uma comparação com o ano passado: todas as despesas do São João tradicional — incluindo banda de pífanos, músicos do Grupo Tradição, alvoradas e demais manifestações culturais — não chegaram a R$ 100 mil. Em contrapartida, os gastos com o palco da Prefeitura Municipal ultrapassaram os R$ 5 milhões.
Então, respondendo à pergunta dos meus amigos e seguidores: sim, vai ter São João em Uauá. O verdadeiro São João, aquele construído pelo povo e sustentado pela tradição.
A realização da festa da prefeitura dependerá da decisão do governo Marcos Lobo.
Da redação
Robson Rodrigues
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Eu quero saber se e verdade mesmo
São e comfrmado
amigo, bom dia! depende do Governo Marcos Lobo!