O presidente da APLB em Uauá, Francisco Tavares, participou de uma sessão na Câmara Municipal de Vereadores para discutir a crise instalada entre os profissionais do magistério e a gestão do prefeito Marcos Lobo.
Durante sua fala, Francisco afirmou que foi necessário o início de uma greve para que o governo municipal voltasse a dialogar com a categoria. Segundo ele, a administração não priorizou o diálogo desde o início do conflito.
“Foi preciso fazer uma greve para que o prefeito voltasse atrás e aceitasse conversar com os professores”, declarou.
De acordo com o dirigente sindical, quando as negociações finalmente aconteceram, a proposta apresentada pela Prefeitura teria sido construída de forma unilateral, sem a participação efetiva dos representantes da categoria.
Francisco Tavares também afirmou que, em reuniões anteriores, o prefeito teria alegado dificuldades financeiras e solicitado compreensão por parte dos servidores. No entanto, para o presidente da APLB, a situação atual é resultado de falhas de planejamento administrativo.
Segundo ele, períodos de maior arrecadação deveriam ser utilizados para garantir equilíbrio financeiro e preparar o município para futuras despesas, evitando que os ajustes recaiam sobre os trabalhadores da educação.
Outro ponto destacado pelo dirigente sindical foi a intenção da APLB de acionar o Ministério Público para apurar possíveis inconsistências na aplicação dos recursos destinados à educação municipal.
Ainda durante seu pronunciamento, Francisco afirmou que a categoria não pode ser responsabilizada por problemas de gestão financeira da administração pública.
“O prefeito quer transferir para os professores o peso de uma desorganização administrativa que não foi causada pela categoria”, declarou.
A greve dos professores da rede municipal segue que durou dias, trouxe uma parte da resolução dos problemas, mas, ainda existe demandas para serem sanadas.
O espaço permanece aberto para que a Prefeitura Municipal de Uauá apresente sua versão dos fatos e esclarecimentos sobre as questões levantadas pela APLB.
Da redação
Robson Rodrigues
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