Moradores da comunidade de Santana, localizada às margens do rio Vaza-Barris, na região oeste do município de Uauá (BA), estão recorrendo às redes sociais para cobrar do prefeito Marcos Lobo e da Secretaria Municipal de Saúde providências diante da falta de medicamentos no posto de saúde da comunidade.
Segundo relatos encaminhados por moradores, medicamentos considerados essenciais estariam em falta na unidade há cerca de três meses. A situação estaria afetando especialmente pessoas que dependem do fornecimento regular de medicamentos pelo município, entre elas pacientes diabéticos e moradores de baixa renda que não têm condições financeiras para adquirir os remédios em farmácias particulares.
De acordo com as denúncias, algumas pessoas estariam deixando de tomar medicamentos de uso contínuo justamente por não terem recursos para comprá-los. A situação preocupa os moradores, já que a interrupção de tratamentos pode trazer consequências para a saúde de pacientes que dependem diariamente desses medicamentos.
Nossa reportagem entrou em contato com as contas oficiais da Prefeitura de Uauá em busca de esclarecimentos sobre a situação e, até o momento, não recebeu retorno.
Problema estaria se repetindo em outras comunidades
A reclamação, porém, não estaria restrita à comunidade de Santana. Moradores de Lagoa do Pires, Serra da Canabrava, Caratacá e Pedra Grande também relatam dificuldades relacionadas à falta de medicamentos nas unidades de saúde.
Nas comunidades rurais, os postos de saúde representam muitas vezes o principal — e, em alguns casos, o único — ponto de acesso da população aos serviços básicos de saúde e à distribuição de medicamentos.
Para famílias de baixa renda, a falta desses medicamentos pode representar um problema ainda maior, uma vez que nem todos têm condições de se deslocar até a sede do município ou de comprar os remédios em estabelecimentos particulares.
É preciso que a administração municipal esclareça à população o que está provocando a falta de medicamentos, quais unidades estão sendo afetadas, quais providências estão sendo adotadas e quando o abastecimento deverá ser normalizado.
A população tem direito a respostas.
Ficaremos no aguardo do posicionamento da Prefeitura de Uauá, da Secretaria Municipal de Saúde, do prefeito Marcos Lobo e dos vereadores do município. Esperamos que as autoridades possam se manifestar sobre as denúncias apresentadas pelos moradores de Santana e das demais comunidades e, principalmente, apresentar soluções para que medicamentos essenciais voltem a chegar regularmente às unidades de saúde.
Saúde pública não pode esperar.
Da redação
Robson Rodrigues

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