Hoje, por volta das 6h da manhã, estivemos na região de Santana, localizada a oeste do município de Uauá, para realizar uma série de visitas a pontos estratégicos do sistema de distribuição de água que atende aquela região.
Nos últimos 15 dias, recebemos diversas reclamações e denúncias de moradores relatando problemas no abastecimento. Segundo os relatos, algumas famílias estavam há cerca de duas semanas sem receber água nas torneiras, situação que, de acordo com os moradores, se agrava durante o período de estiagem.
Localizado a aproximadamente 25 quilômetros da sede do município, o povoado de Santana é cercado por diversas comunidades, entre elas Travessa, Ouricuri, Caldeirãozinho, Lagoa da Fulo e Umbuzeiro. Essas localidades dependem do abastecimento realizado pela Embasa e enfrentam, segundo os moradores, dificuldades recorrentes para receber água regularmente.
De acordo com os relatos que ouvimos durante a visita, durante o período de estiagem algumas residências chegam a passar mais de 20 dias sem água nas torneiras, principalmente as casas localizadas no lado sul do rio Vaza-Barris. Na comunidade de Umbuzeiro, por exemplo, moradores informaram que já estavam há mais de 12 dias aguardando o abastecimento. Situação semelhante foi relatada por famílias de Ouricuri, Travessa e Caldeirãozinho.
Problemas na distribuição
Entre as principais reclamações apresentadas pelos moradores está a estrutura da tubulação que conduz a água da adutora de Bendegó até Uauá e, posteriormente, para as comunidades da região. Segundo os moradores, a tubulação que atende aquela área, especialmente em determinados trechos e ramificações, não seria suficiente para atender à demanda existente.
Também visitamos uma das caixas de distribuição responsáveis pelo abastecimento das comunidades de Caldeirãozinho, Umbuzeiro e Santana. No local, encontramos uma estrutura que apresenta condições precárias de proteção.
A área não possui cercamento adequado para proteger as tubulações e as caixas de registro estavam destampadas. Também encontramos registros instalados diretamente sobre a terra, sem qualquer estrutura de proteção.
Risco para animais e para a própria rede
Segundo relatos dos moradores, a situação também representa risco para os animais que circulam pela região. Cabras, bovinos e equinos já teriam se acidentado no local.
A presença de umidade provocada por respingos ou pequenos vazamentos acaba atraindo animais que procuram água, especialmente durante a estiagem. Conforme os moradores, alguns deles acabam pisoteando as tubulações, provocando acidentes, danos aos animais e, em determinadas situações, rompimentos na própria rede de abastecimento.
Na semana passada, inclusive, foi registrado um rompimento de encanamento na região, situação que mostramos em vídeo em nossas redes sociais.
Moradores do lado sul do Vaza-Barris relatam espera de até 20 dias
Uma das situações que mais chama atenção é o relato dos moradores de Santana que residem no lado sul do rio Vaza-Barris. Segundo eles, normalmente a água chega às residências em intervalos de aproximadamente 15 dias. Durante o período de estiagem, entretanto, esse intervalo pode chegar a 20 dias ou mais.
Ao longo de todo o dia, publicamos uma série de vídeos mostrando aos nossos seguidores a realidade enfrentada pelas famílias que vivem naquela região. Durante as conversas, diversos moradores também manifestaram preocupação com o que consideram uma piora no abastecimento após a mudança do sistema de adução que atende o município.
Estamos buscando respostas
Nosso objetivo com essas visitas é ouvir a população, verificar de perto as condições da estrutura e buscar informações junto aos órgãos responsáveis.
Já estamos em contato com a Embasa para obter esclarecimentos sobre os problemas relatados pelos moradores, as condições da rede de distribuição e as medidas que estão sendo adotadas para melhorar o abastecimento das comunidades de Santana, Umbuzeiro, Caldeirãozinho, Ouricuri, Travessa, Lagoa da Fulo e demais localidades atendidas pelo sistema.
Aguardamos o retorno da empresa para que possamos levar à população informações oficiais e, principalmente, conhecer quais soluções estão sendo estudadas para reduzir os períodos de falta de água.
Água é um serviço essencial. As famílias dessas comunidades precisam de um abastecimento regular, seguro e compatível com suas necessidades, especialmente em um período de estiagem.
Continuaremos acompanhando a situação e dando voz aos moradores da região.

0 Comentários