Uma arara-azul-de-lear, espécie ameaçada de extinção e um dos maiores símbolos da biodiversidade da Caatinga, foi encontrada sem vida na Fazenda Rio Pequeno, no município de Monte Santo (BA), no último domingo, 30 de agosto.
De acordo com informações do Projeto Jardins das Araras de Lear, a ave foi encontrada embaixo de um poste da rede elétrica e apresentava sinais de queimaduras, o que levanta suspeitas de que possa ter sido vítima de eletroplessão.
O caso reforça uma preocupação antiga dos defensores da espécie. Desde 2020, o projeto vem acompanhando e contabilizando mortes de araras-azuis-de-lear, muitas delas relacionadas a acidentes envolvendo a rede de distribuição de energia elétrica.
Para os representantes do projeto, cada perda representa um grave impacto no esforço de preservação da espécie.
«“Cada morte dessa ave traz prejuízos irreparáveis para a recuperação e conservação da espécie da arara-azul-da-caatinga”, afirmou um dos representantes do Projeto Jardins das Araras de Lear.»
Segundo o projeto, é fundamental que a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica realize as adequações necessárias na rede para evitar novas mortes desses animais.
Entre as medidas defendidas estão o revestimento e isolamento de cabos, o maior distanciamento entre os fios e outras adaptações técnicas capazes de reduzir os riscos de acidentes com as aves.
A arara-azul-de-lear é considerada um símbolo de resistência e sobrevivência da Caatinga. Por isso, ambientalistas alertam que a proteção da espécie exige ações urgentes e permanentes.
Cada arara perdida representa não apenas a morte de um animal, mas uma perda irreparável para a biodiversidade brasileira e para o futuro de uma espécie que ainda luta para sobreviver.
Da redação
Robson Rodrigues

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