Hoje, como faço tradicionalmente no Dia de Finados, estive com minha família visitando os túmulos dos nossos entes queridos na Fazenda Rosilha, no cemitério que construímos, e também no Cemitério Municipal de Uauá.

 

Em todas as ocasiões em que visito o cemitério municipal, uma profunda tristeza toma conta de mim. E não é apenas pela saudade daqueles que amamos, com quem convivemos e que já fizeram sua passagem. É também pela situação de abandono em que se encontra um lugar que deveria receber atenção, respeito e cuidados permanentes do poder público.

  WhatsApp

 

É muito triste encontrar os túmulos dos nossos familiares, amigos e conterrâneos em condições tão precárias. Tanto o cemitério antigo quanto o novo carecem de manutenção adequada. Não há vigilância, as cercas apresentam inúmeros buracos e falta uma atenção mais efetiva da administração municipal para garantir a conservação e a segurança desses espaços.

 

Como consequência, muitos túmulos acabam sendo vandalizados. Flores, pequenas plantas, jarros e outras lembranças que as famílias deixam como demonstração de carinho e saudade são frequentemente roubados ou depredados. São gestos simples, mas carregados de significado para quem deseja preservar a memória daqueles que partiram.

 

O cemitério não é somente um espaço onde são sepultados os corpos daqueles que morreram. É também um lugar de memória, de história, de afetos e de pertencimento. Ali estão nossos pais, avós, irmãos, amigos e tantas pessoas que fizeram parte da construção da nossa comunidade. Cada túmulo guarda uma história, uma família e uma lembrança que merece ser respeitada.

 

Por isso, neste Dia de Finados, gostaria de chamar a atenção das nossas autoridades municipais para a necessidade de incluir os cemitérios de Uauá entre as prioridades da administração pública. É fundamental garantir vigilância, recuperar as cercas, realizar a manutenção periódica e oferecer condições dignas para que as famílias possam visitar seus entes queridos com tranquilidade e segurança.

 

Não estamos pedindo nenhum privilégio. Estamos reivindicando respeito à memória dos nossos mortos e consideração pelas famílias que continuam cuidando, com amor e saudade, daqueles que já partiram.

 

Cuidar dos cemitérios também é cuidar da nossa história, da nossa memória e dos sentimentos do nosso povo.

 

Neste Dia de Finados, fica o nosso pedido: que a memória daqueles que amamos também seja uma prioridade para o poder público municipal.

 

Chega de abandono!

 

Da redação

Robson Rodrigues